10/03/2010 - BRASIL ECONÔMICO
Mulheres já respondem por 43% da base de clientes da Brasilprev
Única desvantagem é o ticket médio; enquanto elas contribuem com R$ 192, os homens aportam R$ 236
Vanessa Correia vcorreia@brasileconomico.com.br
A busca pela independência financeira tem levado o público feminino a adquirir, cada vez mais, planos de previdência privada. A Brasilprev, braço de previdência privada do Banco do Brasil observou esse movimento.Em1994, as mulheres representavam 29% da sua base de clientes, sendo que, ao final de 2009, o percentual era de 43%. "As mulheres vêm assumindo um papel cada vez mais relevante na sociedade e isso também se reflete na demanda por planos de previdência privada", diz Sandro Bonfim, gerente da área de inteligência de mercado da Brasilprev.
O levantamento, feito em cima da base de 1,19 milhão de clientes, também identificou que o público feminino adquire os planos de previdência mais cedo que os homens. Entre as mulheres clientes da Brasilprev, 44% têm até 30 anos de idade, ao passo que entre os homens esse percentual cai para 37,4%.
"As mulheres começam a contribuir mais cedo quando comparado aos homens. Isso leva em consideração uma maior consciência quanto ao planejamento financeiro de longo prazo", ressalta Bonfim.
Yolanda Neves, formada em ciência da computação, adquiriu umplano de previdência privada em 1986. "Quando você está na ativa, a correria do dia-a-dia não lhe permite pensar no futuro.
Pensando nisso, adquiri um plano de previdência privada", diz.
Ela lembra que, quando a mulher ingressa no mercado de trabalho, busca sua independência financeira.
Longo prazo O perfil de longo prazo também é identificado na escolha pelo tipo de plano e tributação. Enquanto 48,5% das clientes mulheres optaram pelo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), na base de clientes masculina, esse percentual é de 43,4%. "As mulheres são mais fiéis aos planos, uma vez que 53,2% da nossa base optou pelo modelo de tributação regressiva.
Na base masculina, o percentual foi de 49,3%", afirma o gerente da Brasilprev.
Desvantagem na contribuição O ticket médio dos planos femininos é de R$ 192, enquanto o valor médio de contribuição dos homens é de R$ 236. "Apesar de o ticket médio ser menor, o montante vem crescendo ao longo dos últimos anos de forma mais acelerada que adoshomens", diz Bonfim.
Na comparação entre 2008 e 2009, o valor médio de contribuição cresceu 4,9% na base de clientes masculinos, sendo que as mulheres contribuíram 7,7% a mais do que o ano anterior. "A mulher vem ganhando massa salarial. Isso também ajuda a elevar o ticket médio." A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1992 a 2007, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), identificou o crescimento da participação das mulheres na contribuição da renda familiar. Se em 1992 a contribuição do rendimento era de 30,1%, em2007 esse número subiu para 39,8%.